Brasil X Alemanha!

O Teutotanzgruppe, o Musikfreunde, o Fruhlingstanzgruppe e o Sankt Petrus – respectivamente de Teutônia, Poço das Antas, Tupandi e São Pedro da Serra – fizeram bonito na quarta-feira, dia 11, em Salvador do Sul, de modo que os laços entre Brasil e Alemanha fossem atacados com ainda mais vigor.

Sob a coordenação da professora e entusiasta cultural Glaci Dickel, os grupos de danças vieram ao Hotel Candeeiro da Serra para encontrar-se com o casal Freimut e Erika Stephan. O mesmo, além de dar cursos de culinária, faz pequenos espetáculos musicais em gaita de boca e também acordeons. Freimut, por sua vez, surpreende com um tenor de qualidade ímpar e, também, tocando um instrumento artesanal feito com uma panela de barro.

“Mesmo com idade avançada, Erika e Freimut mostraram entusiasmo, alegria e boa vontade de ainda querer fazer alguma coisa pela cultura”, repontou Glaci, ciente de que a busca por sabedoria deve ser mantida de geração em geração.

O prefeito de Poço das Antas, Ricardo Flach, esteve acompanhando a comitiva e se disse tentado em conhecer a Alemanha, podendo também estreitar laços com o país de origem da maioria das famílias que hoje habitam Poço das Antas.

Além de acompanharem a dança dos brasileiros, em ritmo alemão, Freimut e Erika também se apresentaram, cantando e encantando. Entre uma garfada em um Jägerschnitzel (Escalope Caçador) e um gole de cerveja artesanal, sempre havia tempo para desfrutar da excelente música. A simplicidade conquistou os que estavam no local.

Hóspedes do hotel, por sua vez, como Flávio Henrique Simões, que é de São Paulo, ficaram encantados ao perceber que a cultura europeia, por aqui, ainda é muito forte. “Felizes ficamos em poder participar de um momento como este. Fomos à Alemanha sem sair do Brasil”, disse ele.

Depois do jantar-cultural, os visitantes brasileiros receberam livros de receitas (bilíngues) de modo que a culinária colonial seja imortalizada, juntamente com o idioma teuto, em nuances de dialeto Hunsrück. Livros estes de autoria de Erika Stephan, trazendo receitas dos idos da imigração.

Findada a programação, os visitantes brasileiros voltaram para as suas casas, satisfeitos pela gastronomia germânica, e também de alma mais leve, pois puderam observar que na simplicidade de um casal, quase octagenários, se encontra uma fonte de cultura. Na Alemanha eventos como o dia 11 de outubro são fato corriqueiro, mas, no Brasil, ainda não fazem parte do cotidiano. Somos nós um povo multiculti, sim, contudo, não o bastante para sorver do conhecimento através dos acordes de uma gaita ou dos passos de uma dança. Mas, tempo temos, ainda, para aprender. Ainda bem que há quem nos ensine. Oportunizemos isso às novas gerações.

O fato é que os alemães e os brasileiros construíram, ainda que imaginariamente, uma ponte sobre o grande oceano, fazendo com que se aproximem os povos que, em outros tempos foram afastados por conta da fome e da guerra. Atos de hoje nos remetem ao túnel do tempo, trazendo a nós algo que jamais podemos perder: cultura.
Texto: Alex - Jornal Qtal

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